"A ausência dói ifinitamente mais do que a distância."- Maria João Lopo de Carvalho - "Adopta-me"
- desenhamos o nosso próprio paraíso no inferno durante a vida -
"A pior sensação é quando você olha no seu braço e vê marcas que você não pode apagar. É simplesmente horrível ver que você fez isso consigo mesmo. Dói, mas dói mais a dor que eu sinto todos os dias da minha vida, dói aguentar mais um dia, com aquela vontade de não querer continuar mais, com aquela sensação de que você nunca vai ser o suficiente. A dor simplesmente não vai embora, parece que quando vai me corto, mas dor eu sinto, mas eu não consigo, porque aquela dor é passageira, mas depois tudo volta de novo, e você acaba fazendo de novo e de novo. Tentei de todas as formas parar com isso, mas essa dor que me consome todos os dias, não vai embora, ela sempre esteve junto comigo, me fazendo ficar cada vez pior, cada vez mais decaindo. Tem horas que a gente não aguenta mais, e a unica coisa que deseja fazer é acabar com tudo isso, a unica coisa que eu desejo é acabar com esse sofrimento. Não quero mais ter que olhar para o meu braço e me arrepender profundamente de tudo o que eu fiz, não quero ter que aliviar a minha dor me cortando, eu não quero mais. Eu quero, pelo menos uma vez, ser feliz, quero mostrar o meu verdadeiro sorriso, eu quero mostrar a minha verdadeira felicidade."
Há Momentos
Levando em conta o princípio de que a vida é singular, por que temos de julgar o ato de suicídio do outro? Onde está a autonomia da pessoa em decidir se não quer mais viver? Por que devo dizer a alguém que não se deve saltar da janela? O que faz minha verdade e minha crença ser mais verdadeira do que a outra? Por que o suicídio é uma fraqueza se nada contra a corrente dos valores em voga na nossa cultura? Será que o ato de tirar a própria vida não advém muito mais da coragem do que da covardia?
A dormir não sentes, por isso dorme, ou pelo menos tenta faze-lo.